Um Teatro de Ópera, uma Piscina Olímpica ou um Estádio monumental são construídos como palco para corpo extraordinário criar espetáculos inesquecíveis. Nesses espaços o corpo lúdico e comum é um simples espectador. Essa tradicional discriminação proporcionada pelo espaço tem severos críticos. G.Coronio em nos seus estudos sobre equipamentos para o lazer e cultura, apresenta interessantes propostas para a inovação dos conceitos de forma e função desses espaços. Segundo ele, devemos planejar esses espaços levando em conta os desejos e necessidades dos raros corpos olímpicos e extraordinários, mas respeitar a grande maioria dos corpos comuns e de todas as idades, que desejam superar a sua função de praticante virtual e espectador.
Ele defende os conceitos de banalização, polivalência e integração, que desafiam os criadores de espaços a prever no projeto de uma piscina, por exemplo, as necessidades para a realização de espetáculos competitivos entre nadadores talentosos, e para a adequação de atividades de aprendizagem para os corpos comuns e de todas as idades, que desejam o contato lúdico e recreativo com a água. Alguns de seus conceitos podem ser aproveitados para o bom planejamento e a construção de equipamentos sociais, tais como escolas, centros comunitários, parques e praças.
Podemos também exportar as idéias de G. Coronio, para os equipamentos e instalações para as práticas corporais. Um dos mais tradicionais e universais brinquedos do corpo pode ser recriada em tamanho, peso e tensão, para romper com o padrão “oficial” determinado pelos esportes regrados, adequando-se para facilitar a aprendizagem e a prática de jogos esportivos, com mais motivação, segurança e para todas as idades e habilidades.
Outra ação importante é entender o fascínio e a necessidade do contato corporal com os elementos da natureza. É urgente e necessário reeducar e oportunizar o corpo urbano para uma relação lúdica, respeitosa e conservacionista com o meio ambiente natural.
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