Convencionou-se celebrar o comportamento lúdico como privilégio, necessidade e direito exclusivos da criança. Os estudiosos do assunto, dentre eles J. Piaget, pouco consideraram em suas pesquisas o jogo na vida adulta. Entretanto, é certamente nessa fase, pela brutalidade da vida moderna, pela deterioração do ambiente urbano e pela ação torturante do trabalho, que o corpo humano é sacrificado e reprimido em a sua essência lúdica. É recente e tímido o movimento pelo “ócio criativo”, que defende a necessidade do adulto trabalhador ter mais oportunidades e formação para o uso criativo do tempo livre e do lazer, como um direito social, tal como o adquirido teoricamente pela criança.
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